22 de novembro de 2009

Partiu, sem dizer "tchau"

A vida não tem sido fácil ultimamente, não quando digo a respeito de coisas relacionadas ao coração. O fato é que eu vivo me decepcionando (e decepecionando os outros também).

Sempre fui de tirar meus pés do chão com uma certa facilidade. Algumas palavras mais doces do que as habituais e pronto, parecia que estava preenchida de gás hélio.
E quando as palavras sumiam, o tombo era grande e sempre deixava mais uma sequela.
Sequelas que vão se acumulando e virando uma grande ferida interna.
Aparentemente está tudo bem, mas basta prestar atenção em algumas atitudes que tomo pra entender que não está tão bem assim.

Me sinto um pouco "calejada". Hoje consigo apanhar e reagir com uma certa facilidade.
Isso não quer dizer que estou pronta para todas as decepções do mundo. Longe disso... Aliás, estou extremamente cansada de "levar na cabeça", de golpes baixos, jogos sujos, abusos de sentimentos (eu estou realmente cansada).
Não é a toa que meu pé sempre fica alguns metros para trás. Não consigo ser 100% sentimento, não consigo demonstrar com ações as coisas que sinto (não mais). Ou pior, quantas vezes tomo atitudes não pensadas tentando me proteger. E assim, acelero o final da partida (love is a game).

O último partiu sem dar tchau. Acho que peguei pesado na autodefesa.
Não sei. Só sei que foi assim... tudo estava indo bem, até bem demais, mas acabou.
Acabou e não sobrou nada. Talvez só um grande ponto de interrogação na minha cabeça que se traduz em um: "Onde é que eu estou errando?".

Tenho a sensação de que a resposta para essa minha pergunta está no meu excesso de autodefesa. Além disso, tenho sido muito autocrítica comigo mesma (tá, eu sei, é redundante!). Me sinto chata, feia, nada atraente, estranha, fria e tantos outros adjetivos não tão legais. Eu sinto que assusto, afasto, mesmo sem ter tais intenções. E é totalmente natural, eu juro!

Enfim, caso perdido ou não, queria dizer que a solidão é a melhor amiga e faz de mim um escudo de metal ultra resistente.

E para reflexão, deixo a frase: "De onde não se espera nada, é de lá que não vem nada mesmo" (autor desconhecido).

27 de setembro de 2009

E o presente?

Eu vivo revisitando o meu passado. Posso dizer que eu vivo do passado. As coisas vão acontecendo, o tempo vai passando e eu continuo pensando no que já se foi. Triste chegar a essa conclusão, muito triste.
Ontem cai na real. Rever o meu primeiro amor fez com que esse meu coração já tão calejado de desamores, se partisse ao meio. Não que eu ainda seja apaixonada por ele, não mesmo, mas vê-lo com a sua futura esposa (de casamento marcado e tudo mais), fez com que eu olhasse para mim e chegasse a conclusão de que nada na minha vida sentimental andou desde o início dos meus tumultuados relacionamentos afetivos.
E ai eu me questiono: "aonde estou errando?!" E a reposta mais coerente que encontro para a minha pergunta é: "hey, você vive de passado!"
Vejo tudo passando por mim, mas me vejo presa ao que não existe mais. Momentos que já se passaram e que nunca mais voltarão. Situações que não poderão existir novamente e que não fazem o menor sentido.
Sinto que enquanto eu não me desprender do que vivi, nada vai acontecer.
Também me sinto feliz em perceber que sou consciente do meu erro.
E as vezes me sinto capaz de recomeçar.

Eu sei esquecer. Eu sei esperar.

25 de setembro de 2009

Procuro a Solidão...

...Como o ar procura o chão.
Como a chuva só desmancha pensamento sem razão.
Procuro esconderijo, encontro um novo abrigo como a arte do seu jeito e tudo faz sentido.
Calma pra contar nos dedos.
Beijo pra ficar aqui.
Teto para desabar.
Você para construir.

19 de setembro de 2009

Ai se sesse...

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse

16 de agosto de 2009

Vergonha dos Pés!?

Revirando algumas coisas do passado, me deparei com um post escrito pela Maíra Viana em minha homenagem (em 2003). Fizemos um amigo secreto virtual... e ela me tirou! O presente foi o post, uma caneca e um cartão.
Não sei muito bem como ela está hoje, perdemos o contato, mas sei que ela está trabalhando com o Teatro Mágico e fazendo muito sucesso!
Fiquei emocionada ao reler o post e resolvi compartilhar:

Sexta-feira, Dezembro 19, 2003

"Criei uma pergonagem fantástica pro meu livro!! Caramba, como sou genial!! Já tenho tudo aqui em minha mente: uma garota pinel, charmosa, tagarela e sorridente..baixinha, branquinha, uma gracinha..Minha personagem gosta de caipirinha com pinga, dorme com bichos de pelúcia no quarto, sempre acha que está gorda mesmo não sendo verdade, adora cachorros e tem uma cadelinha a quem vou dar o nome de Tuti..não perde um almoço de domingão com a família "italianona"...tem gênio forte e quando não vai com a cara de alguém, xinga logo de "Bundão"...chama o Nando Reis de Nan-Nan...sim, porque ela tem mania de colocar apelídos carinhosos em seus ídolos como se fosse íntima deles...e mais, compra guarda-chuva em Camelô crente que está abafando e tem um faniquito se alguma Sirigaita se engraça com seu namorado...é, vou dar um namorado para ela ...deixa ver...ja sei...vou fazer com que eles se conheçam via internet...acompanhando as tendências das histórias de amor modernas...Então,continuando, eles já teclam há um bom tempo..mas o "banana" nunca teve a luminosa idéia de convidá-la para sair...até que um dia, conversando sobre o filme "As 10 Coisas Que Eu Odeio em Você"...os dois resolvem fazer uma lista, inspirada no tema do filme...e minha personagem, menina travessa, escreve no ítem 10: "Odeio o fato de você nunca ter pedido para me conhecer"...o "banana" finalmente se toca..cai a ficha...Isso!!! Está ficando ótima a minha história...mas tá muito perfeitinha..como ela é pinel, vai ficar na maior dúvida se namora ou não o pretendente...depois, faço com que ela descubra que apesar de "banana", ele tem um sorriso espontâneo, arrasa tocando uma bateria e fica sexy até com um aquário na cabeça...bom, a situação amorosa da minha personagem está traçada...agora vou criar uma melhor amiga pra ela poder fofocar sobre as descobertas do namoro..uma colega de trabalho bem doidinha, viciada em pinga com mel, que atenderá pelo singelo apelído de Silvestrinha...Ahh, sim, preciso dar um nome pra minha protagonista...pela descrição, ela tem cara de...deixa eu pensar...pensar....tem cara de...de....Juliana D'Oracio..é...é isso....

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas e fatos reais terá sido mera coincidência. Ou não..."

Publicado por Maira Viana Barros em 12:46 AM

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Saudades...

3 de agosto de 2009

Eu não tenho nada a ver com isso

Eu não tenho culpa se a gripe suína está ai, virando uma pandemia.
Também não tenho nada a ver com a morte do MJ.
No dia do acidente que envolveu o Felipe Massa, eu estava dormindo.
Quando o avião da Air France caiu, eu estava chegando de viagem, em um outro vôo.
Sarney não é meu sogro, muito menos meu pai.

Então, me deixa, me larga, me esquece!

17 de julho de 2009

The party is OVAHHH!

Porque pra você eu dedico todo meu desprezo!

12 de julho de 2009

E quem é que sabe viver?

Nunca fiz minhas escolhas baseada na felicidade alheia, e nunca farei.
Me chame de egoísta, vai! Estou esperando!
Não adianta. Nada adianta. Sempre vou olhar no espelho e dizer para mim mesma: "Eu fiz essa escolha!"
A vida é feita de escolhas. Uma porta se abre e todas as outras se fecham. Isso num primeiro momento, porque por fim, percebe-se que nada é irreversível (a não ser a morte).
Errar é fácil. Acertar é que a grande sacada!
Eu tenho medo de quebrar a cara, e quem não tem?
Mas viver com medo é viver pela metade...e eu não sou assim e eu não quero isso pra mim. Viver pela metade não é viver!
Eu não me arrependo de quase nada. E se me arrependi um dia, foi por pura insegurança. Dane-se, eu ainda posso voltar atrás em tantas coisas...
Porém, no que eu mais queria poder voltar atrás, eu não posso! Não está nas minhas mãos. Eu simplesmente sou a "escolhida", sou uma das opções, sou mera figurante.
Mil vezes ter o sentimento da dúvida do que ter as mãos atadas. Pudera eu decidir, pudera eu escolher.

Só queria ter te ajudado. Queria ter te dado as respostas, mas eu não tenho!

Enquanto isso, eu fiz a minha escolha: seguir em frente como tenho feito há muito tempo. Claro que sempre (ou quase sempre) olhando para trás, pra ver se você está me seguindo...

Eu quero ser feliz. Longe ou perto. Com ou sem resposta. Sendo sua dúvida ou a sua certeza.

Eu quero viver...

8 de julho de 2009

Será que eu tenho a resposta?

Essa noite eu praticamente não dormi. Assim como não dormi na noite passada e assim como dormirei esta noite!
Pensamentos a milhão, um atrás do outro, vão e vem, se batem e se atropelam, se entrelaçam e dão um nó. E minha cabeça pifa e meu sono vai embora.
Aquela conversa que não sai do meu pensamento. Aquelas frases soltas no ar, pouco diretas, pouco objetivas. A dúvida, a incerteza, o medo, a ansiedade.
Oh My Gosh! Quando isso vai ter fim? Quando eu vou poder olhar pra frente, sem querer olhar pra trás? Quando eu vou poder esquecer tudo isso e sorrir?
Eu só quero as respostas, talvez as mesmas que você queira.
Eu só quero te ver feliz e ser feliz, longe ou perto, como for...

Baby eu queria só te ver, hoje
Ver os seus olhos
Sentir o calor intenso das suas mãos
Baby eu queria
Que você fosse não

Baby eu queria te dizer, agora
Você vai embora
Levando o vapor e o vento das suas mãos
Baby eu queria
Ir nesse avião

Não quero deixar
que a tristeza
inunde o meu coração
Prefiro chorar
Com a certeza
De que essa paixão
Me fez
Um homem melhor
Depois de você

Baby eu queria te beijar, de novo
Sentir os seus lábios
E o sabor no silêncio da respiração
Baby eu queria
Ser o seu violão

Baby eu queria ficar com você, pra sempre
Ficar do seu lado
Ser seu amor eterno sua paixão
Baby eu só queria
Te dar a mão


Nando Reis - Baby, eu queria

5 de julho de 2009

Tudo o que eu escrevo é somente o que eu espero

sonhando acordada
sentada em um banco
absorvendo a luz do sol
é apenas uma apaixonada
inventando o seu passado
e tateando sua foto
como se nunca tivesse sentido
o toque dos seus lábios.

E ele poderia mudar o seu mundo
com suas mãos atrás das costas, isso seria fácil!
Ela pode encontrá-lo sentado no degrau de sua porta
esperando por ela e parecerá que ele estava lá por horas.
e porque não dizer que ele esteve ali a vida toda.